Revista ConstruChemical - Edição 33

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REVISTA CONSTRU CHEMICAL 19 SOLVENTES PARA ADESIVOS lidade. Muitas vezes, um único solvente é suficiente para se realizar o ajuste de viscosidade necessário; no entanto, por conta de outras características, tais como custo, taxa de evaporação, entre outros, uma mistura de solventes é a solução mais adequada. Os solventes englobam diversas classes de compostos com diferentes toxicidades, mas existem várias subclasses de solventes, sendo os mais comuns os hidrocarbônicos, os oxigenados e os halogenados. É preciso atentar-se ao fato de que, quanto à escolha do solvente, dever-se-á levar em consideração as características que o adesivo terá. No adesivo, o principal procedimento a se tomar é solubilizar o polímero e, desta forma, ajustar a melhor viscosidade de aplicação e também o tempo de secagem. É possível classificar os solventes de várias formas, mas o agrupa- mento por semelhança de constituição química é o mais utilizado. Os solventes orgânicos podem ser divididos em oxigenados, halogenados, hidrocarbonetos alifáticos e hi- drocarbonetos aromáticos. MERCADO “Hoje o que notamos é que algumas empresas que pro- duziam, principalmente selantes, estão importando pro- duto pronto da China e apenas envazando aqui. Com a alta do dólar, essas empresas já pensam em voltar a produzir no Brasil. Nosso mercado ainda é muito voltado para o base solventeecomtodas essasvariáveis juntas, imaginoqueain- da haverá recuperação antes da migração para base água”, avalia a gerente de produto da IMCD, Flávia Zangrandi. Com a perspectiva de recuperação da economia, esse mer- cado deve crescer nos próximos anos, de acordo com o di- retor de desenvolvimento da Carbono Química, Rodrigo Gabriel, mas num ritmo mais lento do que as expectativas iniciais. “Como em todos os mercado ligados à construção, houve uma grande retração e ainda uma tímida reação.” FORMULAÇÕES Na opinião de Michael Perone, gerente comercial da Bandeirante-Brazmo, o mercado ainda apresenta instabi- lidade de demanda em virtude do baixo crescimento nos últimos meses. “Infelizmente, os indicadores macroeco- nômicos ainda não refletiram em aumento de consumo. No entanto, acreditamos que o mercado deva crescer com a retomada da economia, a manutenção das taxas de juros reduzidas e a manutenção da inflação em níveis mais bai- xos. Em relação aos produtos em si, existe uma gama ele- vada de solventes (e formulações) que têm sido utilizadas e desenvolvidas nesse segmento.” Perone destaca o desenvolvimento por parte dos clien- tes de formulações e de solventes oxigenados mais especí- ficos. “Com o retorno do crescimento da economia tende a ocorrer uma retomada de desenvolvimento de solventes e formulações mais específicos para cada aplicação. Além disso, pode haver uma retomada da substituição de sol- ventes aromáticos em casos específicos. A grande força da Bandeirante é a flexibilidade do portfolio em relação aos solventes. Temos uma vasta gama de soluções, desde pro- duto puro até formulações especificas para cada cliente”, aponta. Gabriel, da Carbono química, lembra que nos últimos dois anos não houve grandes inovações em solventes para o mercado de adesivos, explicando que ainda se procu- ra muito a baixa emissão de VOCs, baixa toxicidade, mas atualmente o custo é o mandatário da escolha. “Em um ambiente de crise financeira, as empresas deixam de ter sua ênfase em desenvolvimento tecnológico e passam a pensar em sobrevivência. “ Flávia Zangrandi, gerente de produto da IMCD Rodrigo Gabriel, diretor de desenvolvimento da Carbono Química

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